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Artigos

  • A geringonça partidária

    O Globo, em 29/07/2018

    As alianças concretizadas ou tentadas para a campanha presidencial mostram o quanto inconsistente é o nosso sistema político-partidário. Não é possível que o empresário Josué Alencar sirva para ser vice tanto do PT quanto do PSDB, e nem que o centrão possa negociar um governo com Ciro Gomes do PDT.

  • Rapidez e rigor

    O Globo, em 28/07/2018

    A decisão de Raquel Dodge, na qualidade de procuradora-geral eleitoral, de divulgar instrução normativa orientando todos os procuradores a ingressarem com ações para impugnar candidaturas de políticos condenados em segunda instância, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa, é mais uma sinalização da Justiça de que não permitirá que a insegurança jurídica embaralhe o resultado das eleições de outubro.

  • Os contos do vigário

    O Globo, em 28/07/2018

    O Doutor Bumbum e a Paty Bumbum não foram os primeiros e nem serão os últimos a aplicar o velho e popular conto do vigário. A expressão caiu em desuso; mas a prática, não, como prova a intensa atividade de ilícitos do médico Denis Furtado e da falsa médica Patricia Silvia dos Santos, agora presos.

  • O poder da palavra

    Diário do Nordeste , em 28/07/2018

    Destruindo o seu próximo – Malba Tahan ilustra os perigos da palavra: uma mulher tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o rapaz acabou preso. Dias depois, descobriram que era inocente; o rapaz foi solto processou a mulher.

  • Justiça sob ataque

    O Globo, em 26/07/2018

    A estratégia do PT de desmoralizar a Justiça para dar ares de verdade à tese de que Lula é um perseguido político, encarcerado injustamente, está produzindo seus efeitos deletérios à democracia brasileira.

  • Geleia geral

    O Globo, em 25/07/2018

    A medida do oportunismo do centrão partidário, que ciscou em várias direções e acabou ao que tudo indica nos braços do candidato tucano Geraldo Alckmin, é a resistência à entrada no grupo do MDB, sob a alegação de que é preciso se afastar do governo Temer para ser competitivo na eleição geral de outubro.

  • A música como bálsamo

    O Globo, em 25/07/2018

    ‘Nós estávamos precisando”, exclamou uma senhora depois dos “Dois concertos”, de Nelson Freire, no domingo, num superlotado Teatro Municipal. Na véspera, eu ouvira mais ou menos o mesmo depois do musical “Minha vida daria um bolero”, no Sesc Ginástico.

  • O inesquecível Villa-Lobos

    Tribuna de Petrópolis , em 25/07/2018

    Está fazendo um grande sucesso o projeto “Música nas escolas”, criado pelo professor Carlos Alberto Serpa, presidente da Fundação Cesgranrio. Ao escrever sobre o assunto, de propósito, não citei o grande maestro Villa-Lobos. Por um motivo só: queria homenageá-lo sozinho, pelo muito que realizou no sentido de valorizar a educação musical em nosso país. Quem não se recorda disso?

  • Política em tempos interessantes

    O Globo, em 24/07/2018

    É sintomático desses tempos interessantes que vivemos no país, no sentido da maldição chinesa de instabilidade e caos, que nenhum candidato tenha escolhido até agora um vice. Se é verdade que vice não ganha eleição, ajuda a governar, como foi o caso de Marco Maciel do PFL nas gestões de Fernando Henrique, ou sinaliza uma tendência, como a escolha de José de Alencar nos governos de Lula. Ou até mesmo de Temer nos governos Dilma.

  • Educação de meninas

    Tribuna do Sertão, em 23/07/2018

    Presente em uma declaração realizada pela Organização das Nações Unidas, em 1959, a educação é garantida como direito a todas as crianças, independentemente de seu sexo, cor, língua ou religião. Porém, a privação do acesso de meninas a essa garantia é um problema antigo e constante, que está em diversos países ainda hoje, gerando importantes debates sobre a questão ao longo dos últimos anos.

  • Engano de pessoa

    O Globo, em 21/07/2018

    Na crônica “Patetice”, Luis Fernando Verissimo conta como em um jantar na casa de Marcos Azambuja, então embaixador brasileiro em Paris, sentou-se ao lado de Nelson Freire, com quem conversou longamente como se fosse Miguel Proença. “Ele não acusou a gafe e respondeu educadamente a todas as minhas perguntas sobre o domicílio, a agenda de concertos e a vida pessoal do Proença, sem dúvida recorrendo à ficção”. O nosso genial pateta só acertou o instrumento que os dois tocam magistralmente: piano

  • Javalis Selvagens e homens comuns

    O Globo, em 21/07/2018

    Dá para imaginar o que é isso? Ficar dias e dias na escuridão total, encolhido entre o declive de um chão de pedra e a proximidade de teto e paredes de rocha, cercado de água, sem saber se é dia ou noite. De início, dividindo com mais 12 pessoas a parca ração de uma merendazinha. Depois, sem ter o que comer. E sem saber se alguém lá fora tem noção do que se passa.

  • Preparado para o combate, mas com dúvidas

    Diário do Nordeste , em 21/07/2018

    Estou vestindo uma estranha farda verde, cheia de zíperes, feita de tecido grosso. Minhas mãos estão com luvas, de modo a evitar ferimentos. Carrego comigo uma espécie de lança quase da minha altura: sua extremidade de metal possui um tridente de um lado e uma ponta afiada do outro.

  • Nada mais espanta

    O Globo, em 18/07/2018

    Não só não espanta como sequer surpreende. Se o Brasil é a terra dos contrastes e contradições, como já foi classificado, o Rio de Janeiro é a sua capital, onde o absurdo e o paradoxo são lugares-comuns. Aqui, o desvio é norma, o crime, uma rotina e o caos urbano, o pão nosso de cada dia. Em cinco meses, a intervenção federal, que veio para resolver a questão da segurança, não só não conseguiu, como permitiu que casos graves tenham aumentado. 

  • Campeões do mundo

    O Globo, em 14/07/2018

    Durante 15 dias, entrelaçadas em tempo real, uma festa e uma tragédia se desenrolaram diante de bilhões de pessoas eletrizadas por emoções opostas: a festa da Copa do Mundo na Rússia e o drama dos meninos na Tailândia. Um inesperado reencontro da Humanidade consigo mesma.