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Artigos

  • A ambição da criação

    A Gazeta (ES), em 24/09/2016

    Oscar Gama Filho é, entre os escritores capixabas, o mais surpreendente. Se procuramos o poeta do notável "O Relógio Marítimo", editado pela Imago, encontramos o teatrólogo. E, se procuramos o intérprete de "Razão do Brasil", que a José Olympio publicou, importante visão da nacionalidade, achamos um dos psicólogos mais inventivos, generosos e competentes. 

  • Ivo Pitanguy

    A Tribuna (ES), em 28/08/2016

    Ivo Pitanguy era reconhecido no mundo como um dos maiores cirurgiões plásticos - todos sabem. Também na generosidade, pois a muitos anonimamente ajudou. Preparou na sua especialidade, gerações de discípulos. 

  • A agonia de um rio

    O Globo, em 25/11/2015

    Todos sabem: o Rio Doce, com o rompimento da barragem de Mariana, está morrendo. Não é desastre da natureza, obra do acaso, é desastre humano, crônica de morte anunciada, que só a Samarco não viu.

  • Os críticos pelos críticos

    Correio Braziliense, em 18/09/2015

    São tantas as homenagens que a Academia Brasileira de Letras presta à literatura, na esteira da sua incansável missão de prestigiá-la, que teria de chegar o momento de focalizar enfaticamente o papel desempenhado pelos críticos, categoria nem sempre muito bem compreendida.

  • Amarildo, pedreiro

    O Globo, em 27/07/2015

    Amarildo, pedreiro, inerme, dentre pedras, ninguém o construiu, onde o silêncio medra, silêncio que preserva o que nos olhos viu quando a semente abriu: Amarildo sumiu.

  • A história universal da noite

    O Globo, em 16/10/2014

    Outro dia, falei da existência dos rinocerontes na política. Falo deles como símbolos, não aos seres humanos: a certos seres políticos. Sempre existiram e não é como a dos animais, espécie extinta. Exigindo pesquisa mais apurada nos documentos que relatam nosso passado. Basta observarmos melhor e eles aparecem, com ou sem os coruscantes chifres. E vão-se delineando mais no transcorrer do tempo, que se assemelha a uma “história da noite”, como a do argentino Jorge Luis Borges. 

  • Não desistimos do Brasil, mas cansamos

    O Globo, em 04/09/2014

    Luiz Fernando Verissimo escreveu uma crônica defendendo que o 7 x 1, com que a Alemanha abateu o Brasil na Copa do Mundo, não existiu. Ou existiu num universo à parte, postulando que a CBF deveria pedir a anulação do jogo e sua repetição no mundo real. A Nuvem Letícia, sorrindo, observou ter sido um erro de ótica. As bolas não entravam em nossa trave, saíam , pois até elas estavam envergonhadas.

  • O desastre do Brasil

    O Globo, em 10/07/2014

    Este desastre do futebol brasileiro diante da Alemanha, em goleada, começou bem antes da lesão propositada em Neymar, veio bem antes de quando Felipão mostrou-se desatualizado, soberbo, ditador; veio antes pela excessiva propaganda, cuidando dos mínimos gestos e movimentos de nossos jogadores, como se fossem deuses, novos e opulentos, com a supervalorização dos pés, como se pensassem ou criassem a ordem do universo. Não foi apenas a seleção alemã superior, houve negligência, pane, lapso dos atletas nacionais e como de início se viu um time de sopro curto. O preço foi muito caro.

  • A comenda do coração

    A Tribuna (ES), em 23/12/2012

    Alguém já me disse que tenho a alma de D. Quixote no corpo levantino de Sancho Pança. Ignorando a medida em que um avança sobre o outro, ou se confundem.

  • Um Brasil desconhecido

    Jornal do Commercio (RJ), em 10/11/2011

    Conheci, a convite do Clube da Aeronáutica, e na companhia de inúmeros pesquisadores do grupo do "pensamento brasileiro", o que, como a maioria dos cidadãos, eu ignorava. O trabalho anônimo, perseverante, heroico, das Forças Armadas na defesa das fronteiras geográficas e do espaço aéreo nacional. E mais, os centros de controle do gerenciamento do tráfego dos aviões. E foi para todos uma experiência nova, a descoberta desse Brasil diferente, escondido, desafiador, solitário e injustiçado, onde o esforço de nossos militares mal chega ao conhecimento do povo, na política demagógica de alguns que tentam solapá-los. E isso começou, entre nós, na lúcida análise de Vera Lúcia Borges, em seu livro A batalha eleitoral de 1910, a partir da luta civilista de Rui Barbosa (que perdeu a eleição à presidência), contra o Marechal Hermes da Fonseca. Na época escreveu o escritor Carlos de Laet, contra o que chamou de" candidato pseudo civilista": "Francamente, porém, mais espero do soldado honesto e sincero que da velha raposa, ultra-preparada para os assaltos ao galinheiro político, e que no dizer do seu próprio panegirista, sr. Medeiros de Albuquerque, costuma ter por ano trezentas e sessenta e cinco opiniões, todas retoricamente fundamentadas(...)". Sem entrar no barco das paixões eleitorais, sim, foi com a visão de soldados honestos, íntegros e sinceros, dedicados ao dever, na obediência à hierarquia, longe do raposismo político que permeia abominável corrupção, que reativei em mim, o sentimento de pátria, tão relegado, como coisa ancestral, quando é o princípio de nacionalidade.

  • O ministro Gilmar Mendes e seu novo livro

    Jornal do Commercio (RJ), em 26/10/2011

    Acaba de sair Estado de Direito e Jurisdição Constitucional (2002 - 2010), pela editora Saraiva e pelo Instituto Nacional de Direito Público, do eminente ministro do Supremo Gilmar Ferreira Mendes, notável constitucionalista. Mais que um livro, é uma enciclopédia de julgados do mais alto Pretório do País, reunindo, em 1.451 páginas, as decisões relevantes nos nove anos de atuação naquele tribunal.

  • O sino do sino

    Diário da Manhã (GO), em 11/12/2010

    Mestre Rubem Braga, habitante do mesmo lugar de infância de Roberto Carlos, Cachoeiro de Itapemirim, conta que, no fundo do sertão, uma pequena igreja tinha um sino de ouro. A cidade também era pequena e o povo se acostumou com o som de ouro do sino, sem saber se o som também era de ouro e era um toque de alegria e felicidade. Como se todos viessem daquele som. Pois o sino em cidade do interior é o aviso das coisas cotidianas, o relógio do trabalho ou descanso ou convite ao culto, com o alvoroço nas vitórias e dorido anúncio nos enterros.

  • Quem somos nós?

    Diário da Manhã (GO), em 14/10/2010

    “Se eu não estiver a meu favor, quem estará? Se eu não estiver a favor dos outros, quem sou eu ? E se eu não estou agora, quando estarei?” Isso afirmou o Rabi Hielel, no século 12 e é atualíssimo.

  • Entre o Brasil arcaico e o novo

    Diário da Manhã (GO), em 12/10/2010

    A última decisão do Supremo Tribunal Federal, em que houve empate no assunto fundamental, que foi o das “fichas limpas” dos políticos, revelou-se o confronto cioso entre o Brasil velho, patrimonial, arcaico e o Brasil jovem, aberto ao mais arejados horizontes.

  • Sapatos do repuxo

    Diário da Manhã (GO), em 11/10/2010

    Não tenho mais domingo igual àquela pedra imensa, o rio anda com sapatos do repuxo, as palavras ainda são rápidas como peixes. As fábulas pulam verdes, iguais às rãs. E encostado numa árvore, já não arrolo nada e começo devagar a morrer, mesmo que a infância nunca morra. Nem envelhece jamais. Porque não conta tempo, conta luz. Tinha um cão que saía da infância e se chamava “Lex” efeneceu sem latir artigo algum. Deitou-se azul e foi sumindo. E ficou uma mancha celeste, onde as comitivas das formigas se reúnem.