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Historiadora Heloisa Starling encerra na ABL o ciclo de conferências “Capítulos de história colonial”, sob coordenação do Acadêmico Evaldo Cabral de Mello

A professora e pesquisadora Heloisa Starling encerrou, na Academia Brasileira de Letras, o ciclo de conferências do mês de junho, intitulado Capítulos de História Colonial, sob coordenação do Acadêmico e historiador Evaldo Cabral de Mello e, a moderação, do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura. O tema escolhido foi Republicanismo no Brasil colonial.

O evento aconteceu na terça-feira, dia 27 de junho, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Foram fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências deste ano.

De acordo com a conferencista, a palestra pretendia reconstruir o percurso e o modo como, ao final do século XVIII, uma linguagem republicana começou a ser falada na América portuguesa. Essa linguagem se formou não apenas no plano da ordenação de ideias e constituição de vocabulário, mas também no âmbito das práticas simbólicas e da imaginação.

“É, principalmente, para o século XVIII que devemos nos voltar se queremos reencontrar a trilha de como a palavra “República” chegou até nós, embarcada em Portugal, ainda no século XVII. E, como, surpreendentemente, aclimatou-se no ambiente político da América portuguesa, desenvolveu novos sentidos, condensou inúmeros significados. Com o passar do tempo, ganhou peso e relevância entre os funcionários do rei e entre os colonos. Ao final do século XVIII, “República” tornara-se uma palavra importante e significativa para os habitantes da Colônia, capaz de revelar o que aquelas pessoas pensavam a respeito do que estavam fazendo e sobre os valores e expectativas que compartilhavam em seu comportamento público. E, acima de tudo, a palavra “República” chamou a atenção para os significados e as possibilidades do ideal de bem público e de liberdade, além de fornecer o sentido para a lógica da ação política revolucionária”.

E explicou: “Entre os séculos XVII e XVIII, “República” já era uma palavra que suscitava grandes esperanças no Brasil e seu enraizamento no território colonial consiste numa narrativa rica e agitada que se consolida em três Conjurações da nossa história política – nas Minas, no Rio de Janeiro e em Salvador – e culmina na Revolução de 1817, em Pernambuco”.

Saiba mais

Professora titular livre de História do Brasil da Universidade Federal de Minas Gerais, Heloisa Starling é doutora em Ciência Política pelo Instituto de Pesquisas Universitário do Rio de Janeiro (IUPERJ), mestre em Ciência Política pela UFMG, graduada em História pela UFMG e em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Pesquisadora do CNPq e da FAPEMIG, Starling foi vice-reitora da UFMG (gestão 2006-2010) e coordena o “Projeto República: núcleo de pesquisa, documentação e memória da UFMG”. Seu último livro publicado foi Brasil, uma biografia, em coautoria (2015).

 

21/06/2017

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