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Presidente da ABL, Acadêmico e professor Domício Proença Filho, faz a quarta palestra do ciclo de conferências "Para uma política do idioma"

O Presidente da Academia Brasileira de Letras, Acadêmico e professor Domício Proença Filho, fez a quarta palestra do Ciclo de Conferências do mês de maio de 2017, intitulado Para uma política do idioma. O tema escolhido foi Aspectos da realidade linguística do Brasil na contemporaneidade. A moderação foi do Acadêmico e filólogo Evanildo Bechara. Entrada franca

Foram fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências deste ano. O Acadêmico Domício Proença Filho é o coordenador do Ciclo atual.

Para uma política do idioma terá mais uma conferência, transferida do dia 16 de maio, por motivo de força maior, para o dia 1º de junho, quinta-feira, no mesmo local e horário. O palestrante será o gramático José Carlos Azeredo, que falará sobre o tema Afinal, ensina-se a língua materna? Refletindo sobre alguns lugares-comuns.

Saiba mais

Domício Proença Filho nasceu no Rio de Janeiro. É professor universitário de literatura brasileira e de língua portuguesa, ficcionista, crítico literário, roteirista e promotor cultural. Doutor em Letras e Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, foi Professor Titular Convidado (Gastprofessor) da Universidade de Colônia e do Institut für Romanische Philologie der Rheinisch Westf. Technischen Hocheschule Aachen. Proferiu conferências em universidades de Munique, Tübingen, Paris, Clermont Ferrand, Roma, Bolonha, Pádua, Madrid, Salamanca, Belgrado, Novi Saád, Lisboa, Coimbra, Porto, Minnesota.

Membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Brasileira de Filologia e do Pen Clube do Brasil, Domício Proença Filho publicou 68 livros e dezenas de ensaios em periódicos brasileiros e estrangeiros, entre eles Estilos de época na literatura, A linguagem literária e Capitu-memórias póstumas. São também de sua autoria os verbetes e monografias das áreas de Teoria Literária e de Literatura Brasileira da Enciclopédia Século XX, lançada em 1971, da qual foi diretor de texto, e de cinco capítulos da História da Literatura Brasileira, Lisboa, 1999, dirigida por Sílvio Castro. Idealizou, entre centenas de projetos culturais, a Bienal Nestlé de Literatura Brasileira.

Nos espaços do poema, publicou O cerco agreste, em 1979, uma proposta poética fundada em reflexões existenciais. Em 1984, Dionísio esfacelado (Quilombo dos Palmares), um recuperar poético da presença do negro na formação do Brasil, centrado na saga da luta pela liberdade. Liberdade é também a tônica que perpassa o Oratório dos Inconfidentes – faces do verbo, com duas edições em 1989, nuclearizado na Conjuração Mineira, episódio da história do Brasil, ilustrado com esboços de Portinari integrados a poemas, prosa poética, textos históricos. Os dois últimos e também o seu romance têm sido objeto de teses universitárias e muitos de seus textos integram antologias publicadas no Brasil e no exterior.  A prosa poética está presente no premiado Breves estórias de Vera Cruz das Almas, de 1991. O risco do jogo retoma, ampliadas, as perquirições existenciais e o acurado trabalho na linguagem.

A crítica especializada destaca na sua poesia a dramatização lírico-épica da História, o empenho político e social, a alta capacidade de construção do texto, o acurado apuro da linguagem, a alta qualidade literária.

23/05/2017

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