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Artigos

  • Uma Voz Límpida

    Comunità Italiana, em 20/09/2018

    A edição da poesia escolhida de Vera Duarte Pina não podia ser mais tempestiva. Primeiro porque recolhe, na forma de arquipélago, as partes dispersas das ilhas de Cabo Verde, apontando para um sentido de unidade, um rosto, com o desenho de suas próprias mãos. 

  • Hélio Jaguaribe

    Portal da ABL, em 13/09/2018

    Estamos aqui reunidos, nesta cerimônia de adeus, pela soma das virtudes que formaram seu espírito intrépido e generoso. 

  • Saudades de Jorge

    Comunità Italiana, em 20/08/2018

    Porque foi essencialmente um homem de letras, raro, integral, sob uma espécie de baricentro borgiano, com seu Aleph, vivo e fascinante.

  • Infância de Poeta

    O Globo, em 31/07/2018

    O mundo como espanto e admiração é a nossa primeira experiência com o ambiente que nos cerca. A voz da mãe, tão viva e contundente na memória ilumina partes secretas do labirinto de que somos feitos. Uma fina membrana nos separa da vida. Agrega e separa, como um sonho fugaz.

  • Impunidade

    O Globo, em 04/07/2018

    Pesa um esquálido silêncio no coração do Rio. Nenhum sinal dos assassinos de Anderson e Marielle.  Um silêncio corrosivo tornou infinito o labirinto da investigação. Houve quem tentasse incriminar a vítima, talvez para emprestar algum lastro aos mandantes. A iniquidade desferiu um tiro na memória ao buscar uma segunda morte, como se não bastasse a primeira, para depois enredar-se num mutismo mafioso.

  • Óòni de Ifé

    Portal da ABL, em 12/06/2018

    A visita de Vossa Majestade ao Brasil traduz um marco simbólico, um gesto seminal para a cultura da paz. E como atingi-la, senão através do diálogo multilateral, encarnado justamente na visita de Vossa Majestade, dentro e fora de nossos países, diálogo sul-sul que demanda uma epistemologia bilateral, tão fascinante e tempestiva?

  • Em Alto-Mar

    O Globo, em 06/06/2018

    Não há oxigênio político fora da democracia. Ninguém se iluda com a pletora de soluções para tirar o país da crise como quem toma um atalho ou desvia de quanto ainda sobrevive da ordem legal.  Apesar de abalada, ferida em seus atributos, vítima de uma arritmia estrutural recente, não existe opção firmada que se afaste do consenso da consulta popular. Ou aprofundamos a República ou afundamos na barbárie. 

  • Nelson Pereira dos Santos uma Despedida

    Comunità Italiana, em 24/05/2018

    É um momento de não rara dificuldade, querida Ivelise, colegas e familiares de Nelson Pereira dos Santos, porque se espera que o Presidente cumpra o rito, pronuncie poucas palavras,  corifeu de um coro antigo, que traduza, quanto possível, o sentimento da Casa, dos companheiros e de quantos se reúnem em torno da figura luminosa de Nelson Pereira dos Santos. 

  • Fio do Tempo

    O Globo, em 02/05/2018

    A História me fascina desde a infância. Era, antes de tudo, uma visão monumental, um grande afresco nas paredes do tempo, no qual grandes impérios emergiam do nada e para o nada se apressavam a passos largos.

  • Na Catedral de Colônia

    Comunità Italiana, em 18/04/2018

    No fim de 2017, publiquei, com o teólogo Faustino Teixeira, um pequeno livro sobre os poemas do místico alemão Angelus Silesius (1624-1677). A editora Martelo deu espaço para uma edição bilíngue. Reproduzo uma parte do caderno de notas de minha primeira estadia em Colônia.   

  • Pátria ausente

    O Globo, em 04/04/2018

    Passei a Semana Santa com as cartas de Sêneca. Faminto de consolo e esperança, suas palavras brilham como Sol, depois de vinte séculos. Livres de ilusão, as cartas não cultivam dissabores, antes produzem um sentimento de autonomia e liberdade diante dos reveses destino e da humana condição.

  • Os Indiferentes

    O Globo, em 07/03/2018

    Como chegar ao Rio de Janeiro de agora, e a uma pálida ideia de futuro, senão pelo desenho das crianças? Dão início às primeiras tentativas de traduzir o mundo interno, a espessura dos afetos, o modo pelo qual se inscrevem no corpo da mãe e da casa que coincidem. E depois o desenho do quintal e arredores, uma porta, duas janelas. No alto, à esquerda, como a proteger a casa, um sol radiante. Uma árvore, bem entendido, as primeiras imagens do rosto e da família.  A cidade e o mundo são a última fronteira da subjetividade, no tempo em que dobrar a esquina era uma conquista sem precedentes.  

  • Não Perca seu Latim

    Revista Comunità Italiana, em 21/02/2018

    Tenho especial ligação com esee livro, desde o fim da minha adolescência, quando me entregava, com rigor e apetite autodidata, aos encantos do latim. E o fato não se limitava a uma serie de saltos mortais, ou carpados, exigidos pela gramática, árdua e fascinante, bem entendido. Buscava os rastros de um mundo novo, fruto do intocável frescor de que goza a antiga juventude dos deuses. Língua e literatura mostravam-se para mim, desde então, como conjuntos indissolúveis, que não se podiam afastar sob um método esquizolinguístico. Sentia-me bem com o livro Urbis et orbis lingua, de Vittorio Tantucci, que aprofundava os volumes de nossa conhecida Ars latina, em paralelo com a leitura dos clássicos.  

  • O Diabo e a Carne

    O Globo, em 07/02/2018

    Não posso dissociar Carlos Heitor Cony de meu antigo professor do Salesianos, em Niterói, José Inaldo Alonso. Foi este quem me levou ao romance “Pilatos, fascinado pelo estranho rumor de suas palavras. 

  • Verda Stelo

    O Globo, em 03/01/2018

    A paz não é um maná celestial, mas uma conquista que exige uma ética pública, densa e compartilhada.