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Artigos

  • O caminho da virtude

    Correio Braziliense, em 23/07/2017

    A missão de salvaguarda da língua portuguesa é a principal obrigação da Casa de Machado de Assis. O terceiro milênio excita a imaginação e sentimos a necessidade de máxima atenção ao idioma dos mais respeitáveis, exigindo amplo entendimento. Dos cerca de 280 milhões de falantes, 250 milhões são de nativos e 30 milhões de segunda língua.  Somos a sexta língua mais falada no mundo, o que, infelizmente, não foi motivo ainda para que ela obtivesse a oficialização na Organização das Nações Unidas — assunto que merece outro artigo. 

  • O orgulho de ser professor

    Diário da Manhã (GO), em 19/07/2017

    Em todos esses anos fiz um extraordinário esforço para entender o fenômeno da educação, procurando trabalhar pelo seu constante aperfeiçoamento.  Como professor dedicado e homem público, sempre busquei separar o que era ensino do que representara educação. Sem confundir as responsabilidades de cada um.

  • Que venha outra lei

    O Dia, em 18/07/2017

    A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nasceu em 1961. Depois tivemos a LDB nº 5.731/72, e a série se concluiu em 1996, com a LDB nº 9.394. Hoje, a lei é a mesma, mas desfigurada pela existência de 35 emendas constitucionais. Não temos um sistema organicamente constituído.

  • A cobrança do ensino superior

    O Estado do Maranhão, em 12/07/2017

    Lembro-me bem, na década de 1950, de quando defendia ardentemente a gratuidade da universidade pública. Era dirigente estudantil na então Universidade do Distrito Federal e não se admitia pensamento divergente.
    Quando a UDF foi transformada em Universidade do Estado da Guanabara e depois em Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o que causava espécie aos seus professores era o número de automóveis que lotavam o estacionamento do campus do Maracanã. A garotada não podia pagar mensalidades, mas tinha condições de adquirir veículos, nem sempre muito baratos.

  • Educação e cultura em debate

    Diário da manhã (GO), em 21/06/2017

    Como sempre acontece, foi um sucesso o seminário Brasil Brasis promovido pela Academia Brasileira de Letras. Desta feita, o tema foi o “Novo Ensino Médio”.  Tive a honra de mediar o debate de que participaram os especialistas  Carlos Artexes Simões, diretor do Sesc Nacional, e Carlos Alberto Serpa de Oliveira, presidente da Fundação Cesgranrio, responsável pelas provas nacionais do Enem.

  • Ensino superior pago?

    Folha de São Paulo, em 19/06/2017

    O quadro de crise fiscal que afeta o país exige medidas de redução de despesas não só da União, mas de todos os outros entes federados. Desnecessário ser especialista em economia para compreender um princípio básico de gestão orçamentária, válido tanto para a nação quanto para as contas domésticas: os gastos têm de caber na receita.

  • Os desafios do mundo de hoje

    O Estado do Maranhão , em 15/06/2017

    A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) foi citada pela primeira vez na Constituição de 1934. Porém, a primeira LDB foi criada em 1961 (Lei 4.024/61), seguida por uma versão em 1971 (5692/71), que vigorou até a promulgação da mais recente, em 1996 (9394/96).

  • Cidadão Goiano

    O Estado do Maranhão, em 07/06/2017

    Numa semana rica de emoções, recebi, na  Assembleia Legislativa, o título de “Cidadão Goiano”.  Fui homenageado com uma bonita e bem escrita  mensagem do governador Marconi Perillo e a presença de um grande número de parlamentares e magistrados desse importante estado do centro do país.

  • A perda de um mestre

    O Dia, em 18/05/2017

    Eduardo Portella foi mais do que um dos nossos maiores críticos de literatura. Foi um crítico de ideias, filosoficamente fundamentado e sustentado.

     
  • Não precisamos do planetário?

    Diário do amanhã (GO), em 10/05/2017

    As dificuldades econômicas do Rio de Janeiro parece que não têm limites. Há um atraso crônico no pagamento de salários, o que causa enormes embaraços ao funcionalismo ativo e inativo, e agora um fato novo se soma a esse vexame: a tentativa de leiloar o planetário, que presta inestimáveis serviços sobretudo à população jovem do nosso Estado e particularmente ao município.

  • O fim de um ídolo

    Jornal do Commercio (PE), em 02/05/2017

    Dirigir uma revista feminina, como “Sétimo Céu”, foi um dos meus prazeres jornalísticos. Quando cheguei, em 1958, estava com 6 mil exemplares de venda. Mudando o formato e colocando fotonovelas brasileiras a revista deu um enorme salto e logo estava vendendo 150 mil exemplares. Até os patões ficaram assustados com tamanho sucesso.

  • O pai do rádio educativo

    Correio Brasiliense , em 22/04/2017

    Por ter escrito o livro “Rondônia – Antropologia etnográfica”, em torno de 1917, Edgard Roquette-Pinto, que estudou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tornou-se um dos maiores antropólogos brasileiros, um clássico. Seus estudos demonstraram que nossa miscigenação não produziu tipos raciais degenerados ou inferiores. Ao contrário, suas pesquisas provaram que a população mestiça brasileira era saudável, contrariando certos estigmas aqui deixados por viajantes estrangeiros e até mesmo alguns estudiosos locais. De acordo com Roquette-Pinto, o nosso grande problema não era a raça, mas sim as questões sociais e políticas, com destaque para a falta de educação e saúde pública. O grande cientista fez parte da Missão Rondon, em1912, tendo passado várias semanas em contato com os índios nambiquaras, que até então praticamente nada conheciam da nossa civilização.

  • Quase ministro

    Diário da amanhã (GO), em 12/04/2017

    No dia 7 de fevereiro de 1985, pouco depois de voltar de uma viagem internacional, Tancredo Neves reuniu-se no Rio, com Ulisses Guimarães, para formar o ministério da Nova república. Depois do primeiro encontro, os dois grandes políticos voltaram a se reunir, em Brasília, para uma conversa mais definitiva. É certo que o novo presidente falou com todos os governadores do Brasil, inclusive os seus adversários, como Leonel Brizola, para negociar nomes. Soube-se disso pelas informações passadas por parentes do futuro presidente, como o seu filho Tancredo Augusto, que me contou essa particularidade, no jantar na Manchete, em Brasília, dois dias antes do que seria a posse festiva.