
Louco da caneta
Em um hospício do futuro, dois enfermeiros conversam:
Em um hospício do futuro, dois enfermeiros conversam:
Empurro o portão, o porteiro me estende o gel...
Permitam-me começar com um desabafo. Todo mundo teve e está com medo, se emocionou, se solidarizou, mostrou compaixão para com os mortos e infectados, milhares estão em trabalhos voluntários.
Há pessoas que chegam tarde à vida da gente, mas chegam e ficam para sempre. Como é o caso de Edson Alves, que entrou no meu caminho há seis anos e me iluminou desde então. Nós nos conhecemos quando minha filha Rita Gullo montou um pequeno conjunto musical para nos acompanhar no show Solidão no Fundo da Agulha.
Memórias atrasadas, mas bem lembradas. A gente adorava o carnaval, apesar das restrições de certas mães. Podíamos ver o corso desde que, antes, passássemos pela Matriz e rezássemos a Hora Santa inteira. A igreja era sombria, iluminada por parcas luzes e a Hora Santa era rezada em tom soturno.
Na nossa profissão, Patrícia Campos Mello, enfrentamos multidões de energúmenos pela frente.
Cheguei adiantado à Mercearia São Pedro, atendendo a convocação do Marcelino Freire, um promoter de causas descoladas e boas. Marquinhos Benuthe, que é o dono junto com o irmão Pedro se aproximou:
A vida não precisa ser complicada o tempo inteiro. Num desses encontros de começo de ano, Dora elogiou o vestido de Magali. Feliz, esta comentou: “Sabe que tenho há seis anos? É a vantagem de comprar coisa boa”.
Primeiros dia pós Natal e Ano Novo. Ruas vazias, silenciosas. O que é estranho nesta cidade.
Há duas semanas, quando o avião sobrevoou Manaus, o comandante avisou: “Devido a um temporal violento, vamos voar por mais meia hora, não há condições de pousar”. Fui olhando pela janela, assombrado com a imensidão.
Quando Ricardo Ramos Filho, presidente da UBE, me comunicou: “Você acaba de ganhar o Juca Pato”, pensei: fake new. Depois que o Jair - aquele ET que nos desgoverna - descobriu o poder virulento das fake news, todos acreditamos que notícias boas podem ser ruins.
Quando cheguei, fiquei feliz. As filas para comprar e entrar eram longas. Mas tudo corria sem atropelos. Muitos tinham comprado pela internet e chegavam pontuais à sessão marcada. Era para um show de uma banda ou para um jogo? Não, para ver Leonardo da Vinci – 500 Anos de Um Gênio.
Aos 8 anos de idade sofri o primeiro bullying de minha vida. Viriam outros que, dependendo da situação, eu tiraria de letra. Naquela manhã dos anos 40, estudantes mais velhos me empurraram por um corredor mal iluminado do porão do Colégio Progresso de Araraquara, me conduziram até uma porta e saíram correndo.