Difícil quebrar a resistência dentro do STF em relação ao código de conduta, mas as reações da opinião pública e o reflexo na imprensa são importantes.
O próprio ministro Fachin estava convencido de que deveria fazê-lo, recuou num primeiro momento e agora voltou com força, porque sentiu que há apoio popular. É importante continuar repercutindo e fortalecendo a ideia de que é necessário normalizar a atuação do STF, para criar parâmetros conhecidos e que sejam respeitados por todos. Fachin surpreendeu ontem, porque estava na batida de recuo.
Depois da primeira nota em que defendeu Toffoli e chegou a induzir a ideia de que quem critica o STF é contra a democracia, ficou parecendo uma capitulação dele. Aproveitou o discurso de ontem para se recolocar em vários pontos importantes, como da imprensa livre. Muitos acharam que ele havia criticado a imprensa, mas ele reafirmou ontem que a democracia depende da imprensa livre e que a crítica séria é bem-vinda. E já transformou a ideia em uma situação concreta, ao anunciar a relatora, a ministra Cármen Lúcia, a única até agora que apoia claramente o código de conduta, que agora vai ser debatido publicamente, dificultando reações contrárias.