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Artigos

  • Paradoxos nacionais

    O Globo, em 16/03/2017

    Os paradoxos continuam dominando a política brasileira, liderada desde o impeachment da ex-presidente Dilma por uma figura paradoxal como Michel Temer, que detectou na impopularidade a alavanca para agir como estadista no que toca às reformas estruturais do país, mas, ao mesmo tempo protege, como bom comandante à moda antiga, um grupo acusado por todos os lados de fisiologismo político.

  • Machado em Portugal

    Comunità Italiana, em 16/03/2017

    Não são poucos os méritos do livro Machado de Assis e a mundana comédia: cinco peças teatrais. Não me refiro apenas ao recorte definido das cinco peças, mas à qualidade intelectual de dois raros leitores, Carlos Pereyro e Alva Teixeiro, feridos ambos pela palavra, autênticos lettraferits, e sem previsão de alta, graças a Deus! 

  • A lista esconde

    O Globo, em 15/03/2017

    Proibida a doação eleitoral por empresas pelo Supremo Tribunal Federal, e inviabilizada pelos escândalos que estão sendo revelados desde o mensalão e que agora, no petrolão, ganharam detalhes perversos de utilização dos mecanismos institucionais da democracia para lavar o dinheiro das propinas oriundas de verba pública, a política ficou sem meios de se financiar.

  • A palavra final

    O Globo, em 14/03/2017

    A decisão dos tribunais superiores sobre a utilização da Justiça Eleitoral para legalizar o dinheiro proveniente de propinas é o ponto fundamental da discussão que está instalada sobre a corrupção na política brasileira. Sem que se chegasse a uma conclusão definitiva, já se foi o tempo em que se discutia se o dinheiro de caixa 2 era corrupção.

  • O grande momento da mídia

    Folha de São Paulo (RJ), em 13/03/2017

    Quando comecei a trabalhar na imprensa ("Jornal do Brasil", 1952), o assunto principal da mídia carioca era a construção do metrô, que só foi concretizada muitos e muitos anos depois. Correndo por fora, em matéria de importância jornalística, era saber onde estavam os ossos de Dana de Teffé, uma ex-bailarina tcheca. Era espiã comunista e foi morta pelo seu amante, o advogado Leopoldo Heitor, que embrulhou toda a justiça com o argumento de que não foram encontrados os ossos da assassinada.

  • A volta dos livros

    O Estado do Maranhão, em 13/03/2017

    Acabo de voltar dos Estados Unidos. É sempre um prazer e um aprendizado visitar a grande nação do Norte, que hoje vive a experiência de um governo republicano (Donald Trump).

  • O grande momento da mídia

    Folha de São Paulo (RJ), em 12/03/2017

    Quando comecei a trabalhar na imprensa ("Jornal do Brasil", 1952), o assunto principal da mídia carioca era a construção do metrô, que só foi concretizada muitos e muitos anos depois. Correndo por fora, em matéria de importância jornalística, era saber onde estavam os ossos de Dana de Teffé, uma ex-bailarina tcheca. Era espiã comunista e foi morta pelo seu amante, o advogado Leopoldo Heitor, que embrulhou toda a justiça com o argumento de que não foram encontrados os ossos da assassinada.

  • Uma breve paixão

    A Tribuna (ES), em 12/03/2017

    Frederich Nietzsche observa, com costumeira razão: “Sob cada pensamento se oculta uma paixão”. E ele se alonga: “Nossas paixões são a vegetação que cobre a rocha nua das ações”.

  • Que o ano todo seja dela

    O Globo, em 11/03/2017

    Lula e Temer viram passar (ou melhor, não viram) a revolução de costumes dos anos 60, em que a mulher toma consciência de seu valor, derruba tabus.

  • Será que sobra alguém?

    O Globo, em 08/03/2017

    Os adeptos mais radicais da teoria conspiratória chegavam a insinuar que o juiz de Curitiba fora escolhido a dedo para incriminar Lula e impedir sua pretendida volta.

  • Se eu morrer amanhã

    Folha de São Paulo (RJ), em 05/03/2017

    Se eu morrer amanhã, não levarei saudade de Donald Trump. Também não levarei saudade da operação Lava Jato nem do mensalão. Não levarei saudade dos programas do Ratinho, do Chaves, do Big Brother em geral. Não levarei nenhuma saudade do governador Pezão e do porteiro do meu prédio.

  • Desde a primeira aurora

    A Tribuna (ES), em 05/03/2017

    Por uma das coisas que somente se toma conhecimento mais tarde, sou descendente do rabino Israel Najara, também poeta, constante do "Dcionário dos Sefarditas".

  • Um desfile de alegações

    O Globo, em 04/03/2017

    O prefeito tem obrigações, sim, como, por exemplo, as de anfitrião de um evento que atraiu mais de um milhão de turistas ao Rio e um bilhão de dólares.

  • Descobrindo a velhice

    O Globo, em 01/03/2017

    Você desconfia que seu gosto envelheceu quando acha ‘La la land’ engraçadinho, mas meio chatinho, e quase todo mundo adora, inclusive Elio Gaspari.